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Vens a tropeçar enrolada na urgência que substitui as palavras que não te dirigo, nem queres, até que a sensação de que se encaminham noutra direcção te ilude a vontade de ter o retorno das tuas que não são mais do que capítulos de uma história que não é, nem nunca foi, nossa. Esta história que acabou é minha e o teu amor há muito que conta outras de que não fui personagem. Agora não crescem em frases na procura desesperada do alívio que a identificação dolorosa de sentimentos em tempos camuflados pela justificação racionalmente adequada, eficaz e com único propósito de adiar o inadiável: sentir a dôr que a perca de nós provocou, o que não serei e sentia possível contigo ser.
Foi egoísta o meu amor. Pela primeira vez senti ser parte de um mundo a que me abriste as portas onde eu sempre esbarrei. Matei o teu sem saber, nunca te abri as minhas, o que pudeste ver não era deste nem bonito e mesmo assim chegaste tão perto, como nunca o tinham feito.
É da Amiga que sinto falta, não do jogo da Mulher, ainda que as duas juntas sejam fantásticas e neste mundo improvável e raro, sei que andam por aí.


6 comentários:

tn disse...

Esta casa voltou a ter comentários, Zé?

Porra!! às vezes não te entendo!!

tn disse...

E lá em cima, no sentido das palavras, posso comentar?

zm disse...

Olá TN,

Nem eu minha cara, nem eu...

Lá em cima podes comentar no espaço de quem as escreveu, parece-me o mais correcto.

: )

tn disse...

Pronto, já percebi: apanho-te de mau humor!!

Elsa disse...

Zé,

tão perdidos que nós andamos...
faz parte ser um pouco perdido (eu tb ainda ando sempre à procura de mim...)mas nunca, nunca perco o sorriso!

jokas
EP

tn disse...

Continuamos de mau humor?
Quando prevê que lhe passe?